ASPECTOS IDENTIFICADOS NA FORMAÇÃO SUPERIOR DE ACORDO COM MODELOS DETERMINANTES DE UNIVERSIDADE (VEIGA e CASTANHO, 2006 p.13)

O Ensino Superior é o estágio máximo da formação inicial. O mesmo está alicerçado muitas vezes em bases que evocam interesses restritos ao Estado ou ao Governo e raras vezes, a interesses estritamente da sociedade em geral. Esta tendência é observável quando o próprio Estado constitui a Universidade num monopólio. As exigências dos tempos tornam a Universidade menos alienada à interesses restritos, tornando-a sim num palco do saber para o bem estar da humanidade.
O rigor da Universidade é medido pela articulação equilibrada do seu papel. A articulação equilibrada a que me refiro circunscreve-se na conquista do conhecimento produzido, organizado, sistemático, renovado, sustentados, compartilhado numa visão não paternalista. Pois, o Ensino Superior tem por objectivo formar profissionais, cientistas e cidadãos do mundo.
Durante a minha formação Superior de cerca de cinco para a obtenção do título de licenciado, muitos aspectos vislumbraram-se reais embora não sendo ideias para uma Instituição de cunho Superior. Com base em exemplo vivenciados, a partir da ausência de condições dignas para o academismo, aulas expositivas, docentes inclinados ao ensino fazendo copiar conteúdos de outros académicos de países com cultura de investigação científica mais avançada, relevância mais ao ensino do que pesquisa e a extensão, a ausência de práticas laboratoriais, e ausência bastante evidenciada de produções e publicações de trabalhos científicos pela Universidade.
A Universidade neste caso, aprece-se como local de transmissão de conhecimentos acumulados. Ora, a luz dos modelos determinantes de Universidade conclui-se que, se está perante ao Modelo Elitista Inglês. É óbvio que este modelo não é visto pela Instituição como o ideal, mas é o real.
Por Francisco Caloia

ÉTICA E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Epícleto já dizia: Invencível é aquele a quem nada que esteja fora do seu fim moral pode espantar. Na Universidade tive um colega que ficou rico em pouco tempo com suas máquinas clandestinas de caça níqueis. Um belo dia conversando sobre moral e ele admirado por eu servir a Igreja desde minha juventude e ainda hoje, 26 anos depois não possuir nenhum bem móvel ou imóvel admirou-se; no que respondi: hoje, não é mais difícil ganhar dinheiro o difícil é ser e manter-se honesto. Na etimologia da palavra hipócrita no grego encontramos a palavra ator; portanto ser ético significa não ser ator na vida real. Homero [858,AC],em sua célebre epopéia Odisséia, usa pela primeira vez o termo grego prósopon máscara para dar significado a personagem vivida pelo ator. Portanto ser ético, pode significar também não fazer uso de máscaras nas relações humanas em meio a sociedade em que se vive. Ética é a ciência que estuda o comportamento humano em meio a sociedade. Para Davis Swing, "ética é a ciência do dever humano". Daniel O Connell disse que "nada pode ser politicamente correto quando é moralmente errado". Para Abraão Lincoln, "Nada pode ser considerado politicamente certo quando é moralmente indefensável". Finalmente Winston Churchill: "O estandarte da ética Cristã é ainda o nosso mais importante guia". Pois bem, parece que na afirmação dos pensadores podemos perceber que ética e moral andam juntas - ética e imoralidade não coadunam. Neste caso ser ético no sentido introspectivo pessoal seria não agir contra sua própria consciência - ser ético em sociedade seria não fazer aos outros o que não quer que façam a si mesmo - ser ético para subir na carreira profissional seria não usar os outros como escada pois conforme Alfred Capus, "Não basta dizer que um homem chegou ao Topo. É preciso saber em que estado", e como chegou. (grifo). No sentido cristão no que diz respeito as relações humanas ninguém melhor definiu a ética do que Cristo quando disse: Mateus. 23. 1-6 "Então, falou Jesus à multidão e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés (representantes da torá - lei judaica), estão assentados os escribas e fariseus (representantes do judaísmo religião oficial da nação na época). Observai, pois e praticai tudo o que vos disserem: mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam. Selá(pausa), pensemos nos políticos da atualidade, senado... e em muitos lideres religiosos pregando que Jesus andou a pé, de barco e de jumentinho enquanto andam de limusine, aviões particulares as custas da contribuição dos fiéis... pregam que Jesus não tinha onde morar enquanto moram em verdadeiros palácios a custa do dinheiro dos fiéis. Jesus foi enfático ao dizer: "observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem: MAS NÃO PROCEDAIS EM CONFORMIDADE COM AS SUAS OBRAS, PORQUE DIZEM E NÃO PRATICAM (ser ético portanto; e primeiro praticar e depois ensinar;é antes de dar ordens a outrem primeiro dar o exemplo). Continuando Jesus disse: v. 4 "Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens, eles, porém, nem com o dedo querem movê-los (são professores que cobram dos alunos o que não tem nem fazem porque não sabem), E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens (políticos demagogos, pois ser ético significa o que a tua mão direita fazer a esquerda não precisa saber), pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes. E amam os primeiros lugares nas ceias, e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, o serem chamados pelos homens de: - Mestre, Mestre. Encontrei muitos na minha vida que recebiam muitos encômios dos colegas nos corredores das instituições de ensino mas na sala de aula... eu me perguntava: e a ética com a instituição, com os alunos, com a carreira profissional daqueles que estão em suas mãos? Será que ética não seria compromisso sério com a função que exerce? Será que ética não é responsabilidade com os bens jurídicos de meu próximo sendo o maior deles a formação para a vida? Gostaria sinceramente de convidar meus nobres colegas dessa pós graduação a refletirem sobre os discursos éticos de Rui Barbosa: "o justo e a justiça e oração aos moços." Relembrando alguns péssimos professores que tive que nada me ensinaram e se aprendi foi por conta própria fico pensando: As instituições acabem sendo as maiores responsáveis por manter em seu quadro profissionais desqualificados.
Concernente a caracterização de uma Educação de Qualidade além da competência dos professores que é imprescindível, o espaço físico adequado, tempo disponível, condições financeira, incentivo a leitura e a escrita, incentivo a pesquisa, ambiente saudável no lar a través do ajuste emocional nas relações daqueles que são os guias dos que estão sendo educado(pois a educação do indivíduo não é apenas para o lar, para o contexto e convívio da família como muitos a restringe e sim para o mundo, para a sociedade, para a vida e por falar em mundo, pensemos num mundo globalizado e pós-moderno). Outro fator importante são os ajustes emocionais através da valorização de cada ser com suas diferenças, especialidades, dificuldades, que so podem ser desenvolvidas através da aceitação, do respeito mútuo da promoção da unidade em meio a diversidade, do falar, do exigir, do cobrar por parte do Mestre, não omitindo o ouvir, o entender, o ajudar, o encorajar, o elogiar quando na verdade deveria censurar; o acreditar e investir quando na verdade deveria esquecer e desistir, enfim: O papel do Mestre é dar sua vida pelo aluno em sala de aula, dialogar, ouvir como já disse, ter prazer no que faz pois mais do que um título, uma cadeira em uma universidade, em uma sala de aula da mais nobre ou mais humilde que seja, ou um pequeno salário ou as vezes nenhum, a missão do Mestre é formar formadores de idéias que com certeza serão seus reflexos em meio a sociedade no amanha pois estão seguindo seus passos. A minha ética e o resultado da ética de alguém e a ética de outros que me seguem será o resultado da minha própria ética e dessa forma já sabemos quem somos e saberemos de antemão quem seremos no resultado que em outros produzimos. Quando Elvis Presley conseguiu fugir de seus seguranças e andar pela cidade sozinho, encontrou um grupo de jovens hippies se drogando, sem nenhum compromisso com a família, estudo, trabalho, sociedade e a própria vida, no que Elvis perguntou-lhes: porque vocês vivem dessa maneira? no que os jovens respondeu: nos somos seus discípulos, aprendemos com você e com suas musicas; você é o nosso ídolo e estamos seguindo os seus passos. Decepcionado com o que sua música e seu estilo de vida havia feito com a sua geração procurou o Presidente Richard Nixon para iniciar um programa de recuperação daquela geração drogada porém foi tarde demais, por ter sido vitimado pelas drogas. Uma vez meu filho hoje com 17 anos de idade, na época uma criança com apenas dois anos, trouxe-me do jardim da infância no dia dos pais a impressão digital de seu pezinho feita pela professora que nunca conheci, empresa em uma cartolina azul com a seguinte frase que jamais vou esquecer: "Pai, veja por onde o Senhor anda, pois estou seguindo os seus passos". Na semana passada quando em sua formatura recebeu o diploma de professor de música instrumental numa academia de música onde ele já atua dois anos como professor, pois estuda musica desde os cinco anos de idade, ao fazer o seu discurso disse: tenho orgulho de meu pai que soube enxergar os meus talentos e fazer de mim o que hoje sou e concluiu: se não fosse Deus e meu pai eu hoje não estaria aqui. Portanto Nobre Professora e colegas acadêmicos, mesmo tendo sido criado sem pai e sem mãe, sem um lar, minha ética de vida consiste em ensinar em primeiro lugar com meu exemplo e em segundo lugar com meu conhecimento - creio que ética e conhecimento também andam juntos.
Abraços a todos e nunca esqueçam do refrão da música: então me ensina a escrever, eu tenho a minha mão domável, eu sinto sede do saber... Lembram da música? Pois bem, ser mestre é ensinar a outros para a vida e sempre vai haver alguém espera aprender corretamente comigo e com você!
Por João Augusto Viana Neto

PAPEL SOCIAL DAS INSTITUIÇÕES SUPERIORES FACE AO COMBATE A VIOLENCIA E A EXCLUSÃO SOCIAL EM Morin(2003)

As potencialidades técnicas, académicas e científicas com que se deve guiar um académico para poder intervir na sociedade com qualidade e como um cidadão sempre preocupado com a procura do bem humano devem assentar no tipo de sociedade que se pretende construir.
A educação hoje, nas suas mais variadas acepções apresenta-se como um desafio às competências e habilidades. Daí que, os conhecimentos sobre os quais nos apropriamos podem ser negados ou actualizados em função da dinâmica dos acontecimentos e das necessidades que se impõem. A educação superior deve outrossim, ensinar não apenas a acumular o conhecimento pela prática da leitura, pelo diálogo dos actores do processo ou pela pesquisa, como também esforçar-se em revolucionar o reportório ostentado.
O exercício de se sobrepor a um novo ser e estar em função de um contributo profícuo ao exercício da cidadania pressupõe determinação e coragem. Esta visão deve ser orientada com vista a essa competência. Ademais, a actividade científica para a sua proficiência deve ser educativa.

Quando se afere a problematização e os novos rumos a dar ao desenvolvimento no âmbito científico e tecnológico percebe-se que se abre a necessidade da não dissociação do científico ao tecnológico ou seja os aspectos tecnológicos mostram-se ao serviço da dimensão científica sem no entanto parecer haver uma alienação desta última a primeira. Aliás, o questionamento dos estudos científicos tem proporcionado a percepção da natureza e do valor da própria tecnologia.
Conferir uma relação dialéctica do passado, presente e do futuro na educação, atribuí alguma estabilidade ao pensamento e as acções a tomar fruto aos questionamentos e as situações testemunhados, lançando desta feita, a garantia em cada momento do tempo os acontecimentos numa linha encadeada e proporcionar uma prática dialogante permanente.
A maneira de pensar a educação deve se coadunar com as necessidades dos tempos, e isso pressupõe estar-se em altura das mudanças. As instituições de ensino superior devem jogar uma função enorme na preparação das pessoas criando uma política de intervenção aberta.
É evidente que a actividade da universidade considera-se completa quando repousa na tríplice Ensino, Pesquisa e Extensão. A articulação destas actividades proporciona à universidade o seu verdadeiro papel para a sociedade.

Na questão em foco, destaca-se o lado social da universidade, a extensão, e é sabido que esta actividade torna-se valiosa na medida em que se vai buscar à sociedade as preocupações que lhe são inerentes. E uma vez estudadas dispõem-se a retransmissão com o propósito de conferirem soluções às diversas preocupações.
Também é tarefa da universidade ou de instituições de ensino superior no âmbito das suas actividades extensionistas estabelecer cooperação com organizações de vária índole, sobretudo, aquelas vocacionadas a acções sociais, oferecendo pesquisas de viabilização para educar, sensibilizar as populações para a tolerância zero a todo tipo de violência. Esta é uma actividade delicada que requer um conjunto de acções redobradas.
Quanto ao papel das instituições superiores face a exclusão social, refira-se que o surgimento de várias instituições superiores tem facilitado em parte o acesso a este nível de escolaridade, porquanto, as opções se mostram diversificadas. Essa democratização do ensino superior apresenta-se em certa medida como garante a não exclusão.
A ponderação do fenómeno de exclusão social não reside apenas nas opções que podem ter, mas também, na qualidade que as instituições superiores vão apresentando, e nesse particular a responsabilidade recai inicialmente no tipo de professor a credibilizar a instituição e a seguir no conjunto de condições que possam assegurar um desempenho consequente a instituição.
Por Francisco Caloia

RELAÇÃO ENTRE O CAPITAL HUMANO E A NECESSIDADE DE MELHOR FORMAR O CORPO DOCENTE UNIVERSITÁRIO

Importa, no presente texto de análise, destacar dois eixos que se mostram basilares nesta abordagem: capital humano e formação do corpo docente do ensino superior.
Começo com a citação de RAMOS (2003) segundo a qual o capital humano é entendido como “ o conhecimento que cada indivíduo adquire e que depende do seu investimento pessoal em educação/formação”.
Esta abordagem sobre o capital humano repousa sobre a teoria com o mesmo nome, e ainda na senda de Ramos, a teoria do capital humano assenta em hipóteses fundamentais da teoria neoclássica de racionalidade individual sancionada pelo mercado e agregada socialmente.
Na teoria do capital humano (Ramos 1990, 2003) a ênfase recai na formação, isto é, todo e qualquer investimento que se queira fazer em qualquer domínio deve começar pelo homem ou seja pelos recursos humanos, neste pacote relativo a formação há que se ter em conta a educação escolar e os programas de formação como elementos constituintes do capital pedagógico. Sendo que, a teoria neoclássica baseia as teorias sobre o mercado de trabalho em certos pressupostos como a homogeneidade e a transparência.
Os desdobramentos com que a teoria do capital humano se ilustra no quadro da formação, estabelece a qualidade e a profundidade da formação atribuindo-lhe o crescimento intelectual, sóciopsicológico dependente em certa medida das aspirações de cada seja no meio escolar propriamente dito seja fora dela.
Formar um docente para o ensino superior pressupõe dota-lo de ferramentas oportunas para fazer face aos desafios escolares assim como sociais. Por isso, é deveras importante que a actuação do professor deve estar revestida de precaução no sentido de despir-se da velha ideia de que o professor está na sala ou na escola para ensinar e os alunos estão ali para aprender.
Apegar-se ao ensino tradicionalista seria extinguir a profissão docente, pois, facilmente os meios tecnológicos disso se podem encarregar (recorrendo a internet, aos jornais). Ora, a profissão docente não se pode apresentar na verticalidade, sobretudo no ensino superior, ela é mais exigente e aberta que para além da sua transversalidade, deve também estabelecer-se na horizontal.
Deste modo, a necessidade da formação do docente do ensino superior também recai na possessão e no desenvolvimento de competências e habilidades que o permitam adequar as suas práticas aos saberes teóricos e práticos.
Os saberes teóricos e práticos podem ser compreendidos, segundo ALTET (2001), da seguinte forma:Saberes teóricos: 1- Saberes a serem ensinados (disciplinares, transpostos didacticamente); 2- Saberes por ensinar (incluindo pedagógicos sobre a gestão interactiva em sala e aula, didácticos nas diferentes disciplinas e os da cultura que os está transmitindo).
Saberes práticos: 1- Saberes sobre a prática (saberes procedimentais sobre como ensinar ou formalizados); 2-Saberes da prática (oriundos da experiencia, produzidos da experiencia que teve êxito).
Nesta conformidade, o docente do ensino superior deve abalizar-se e procurar lidar com todos os procedimentos conducentes a aprendizagem evocados pelas teorias de aprendizagem. Isto quer dizer que, a sua actuação do docente do ensino superior não pode deixar de parte a compreensão das teorias por exemplo do condicionamento e as cognitivas.
Abalizar-se sobre as teorias da aprendizagem possibilita a que o docente intervenha de forma construtiva e participativa na superação das dificuldades do aluno e encontrar estratégias viáveis para melhor orientar a progressão do aluno como também aperfeiçoar e enriquecer a sua actividade quotidiana.
Por Francisco Caloia

PRODUÇÃO CIENTÍFICA, A ACTIVIDADE LATENTE DAS UNIVERSIDADES ANGOLANAS

A articulação das tarefas da universidade deve constituir-se num desafio constante para a estabilidade da própria universidade. Assentar a universidade na tríplice Ensino, Pesquisa e Extensão, pressupõe empenho das instituições afins e responsabilização dos docentes da sua razão na universidade.
É evidente que a produção científica deve assentar-se na pesquisa, pois, não há produtividade sem pesquisa. Desta feita, a aparição do presente texto emana por um lado, do contributo da necessidade constante à reflexão sobre a produção científica na universidade, pois, percebemos que a pesquisa, a produtividade dos professores deve insuflar o bom andamento das outras actividades a ela inerente. Por outro lado, sente-se que a universidade continua distante da sociedade (do cidadão).
Neste quadro, a figura principal é o professor e “ […] cada dia que oferecemos condições para que nossos professores vejam a realidade tal qual de facto ela é e aceitem plenamente, estaremos ganhando pontos” (Balzan, 1982 apud LÜDKE, 2008 et al, p.79), visto que, a cada dia-a-dia atravessa o pensamento a necessidade de se repensar sobre as tarefas da universidade angolana, notadamente a parte que assegura a produção científica.
Ficamos com impressão de que a parte académica (didáctica) na universidade é muito mais dinâmica em detrimento da científica. E quando assim acontece a pesquisa torna-se diminuta e consequentemente nada ou quase nada se produz e não há o que ensinar a menos que se repasse produções alheias.
A pesquisa é uma actividade diária da universidade. Quando não se pesquisa, não se produz e o que se pode verificar é um vexame com o ensino, pois, “quem pesquisa tem o que ensinar, deve ensinar, porque ‘ensina’ a produzir, não a copiar. Quem não pesquisa, nada tem a ensinar, pois apenas ensina a copiar” Demo (2007, p.128).
Num estudo por nós realizado recentemente (em Maio, 2009) à 100 professores a tempo integral na Universidade Agostinho Neto, revelou que a produção científica feita nas unidades orgânicas da UAN ainda é fraca e alguns professores consideram-na nula. Isto é, 87.5% dos professores considera débil e 26.5% dos pesquisados percebem que a produção científica é nula. Há no entanto, aqueles que dizem que a produção científica nas unidades orgânicas é positiva. Sendo que os resultados do estudo revelaram que 54% dos pesquisados consideram satisfatória e 20% consideram boa.
Pelo que se pode aperceber, há um deficit na universidade em matéria de produção científica, e isto parece-nos preocupante. A partir do momento em que tomamos consciência de que a pesquisa é o «oxigénio» da universidade, esta deve ser geradora do conhecimento próprio para satisfação de problemas de vária índole e não ficar sempre a espera que os países mais avançados venham sempre resolver os nossos problemas, porque produzem e investem nos seus quadros científicos. Salientamos que, as apreciações apresentadas estão desprovidas de qualquer tendência oposicionista à cooperação com instituições do ensino superior idóneas.
Ademais, a não produção ou a débil produtividade dos professores, de acordo com o nosso estudo prende-se a um conjunto de factores intrínsecos e extrínsecos aos docentes e a universidade de forma geral. Por exemplo, a ausência de condições adequadas de trabalho, a falta de apoio aos poucos docentes que produzem e publicam, a desproporção e atrasos salariais. Ainda de acordo o nosso estudo muitos docentes dedicam pouco tempo à universidade (seus locais de trabalho), o que leva a considerar que os docentes «pululam» em outras actividades remuneratórias, provavelmente a busca de um equilíbrio para a vida.
Este quadro é de veras preocupante para uma universidade que se quer como actual e actuante pois, denuncia ausência da sua real acepção.
No quadro das teorias da motivação, vislumbra-se a teoria dos dois factores ou seja a teoria sobre a motivação no trabalho desenvolvida por Frederick Herzberg cujos factores de higiene estão relacionados com os factores de motivação, e por aquilo que os professores revelam como «handicap» da sua prestabilidade, acosta-se de igual modo a teoria das necessidades de Abraham Maslow, isto é a busca da satisfação das necessidades de baixo nível pode retardar a satisfação das necessidades de alto nível.
E segundo Herzberg (1950 -1960) apud Morin e Aubé (2009, p.100-101) as condições de trabalho, as relações com os colegas, o estilo de gestão, a justiça e a equidade das práticas organizacionais, a situação salarial, o sentimento de segurança, a percepção de controlo podem condicionar o interesse do trabalhador em crescer, tal como a necessidade de se aperfeiçoar, de poder se actualizar.
Deste modo, nos parece que o docente pode sair do «poço» em que se encontra se lhe for dada uma remuneração completa que segundo Chiavenato (2008, p.279-280) comporta a remuneração básica (salário mensal ou por hora), os incentivos salariais (bónus, participação dos resultados de uma expedição científica, ou na produção de um trabalho de grande impacto) e de benefícios (como seguro de vida e de saúde).
Na nossa opinião, enquanto o docente continuar a ser biscateiro, dedicar poucas horinhas na instituição da qual é efectivo, a produção científica poderá continuar débil ou nula. Fazer ciência exige tranquilidade e o professor deve estar concentrado para produzir com a própria mão. Segundo Demo (2007, p.132) a elaboração própria implica a que o docente intervenha na realidade pondo em evidência a sua capacidade de pensar crítica e criativamente de forma activa.
Não obstante as intempéries envolventes ao docente universitário angolano, a vida universitária exige do docente o cumprimento do seu papel, de outra forma estar-se-á a assinar o atestado de universidade medíocre. Entretanto, supomos que o docente está consciencializado de que a sua presença na universidade não está veiculada a carreira de funcionalismo público, mas, a de científico académico. Nesta linha, Da Costa (2008, p.111) assinala que “o universitário que não investiga e não ‘produz ciência’ comete um erro profissional grave e auto esvazia o seu estatuto de promotor de valores científicos”. E mais, fica cada vez mais adiado o sonho de se ter um país desenvolvido, pois, segundo Manuel (1997, p.157) “poderemos ficar entregues aos desígnios das nações tecnologicamente mais evoluídas, como bonecos de argila húmida, nas mãos de um oleiro enquanto perdurar e aprofundar-se a dependência científica e tecnológica dos nossos países”.
Portanto, uma universidade pode tornar-se preponderante com a pesquisa, com a produção própria e com entrosamento das suas tarefas se de entre outros aspectos, fazer-se altos investimentos e valorizar os quadros científicos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas. 3ªed Rev.Act. Rio de Janeiro: Elsevier. 2008.
DEMO, Pedro. Desafios modernos da educação. 14ªed. Petrópolis, R J: Vozes, 2007.
DA COSTA, Paulo J. Luís. Repensar o ensino da metodologia de investigação: uma reflexão centrada nas dificuldades de estudantes universitários. Mérignac: Editions Costa. 2008.
LÜDKE, Menga; CANDU, Vera Maria (org) et al. A Didática em questão. 28ªed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
MANUEL, Carlos Mariano. O Ensino da medicina em Angola. Servicio de Publicaciones de la U. A. H, 1997.
MORIN, Estelle, AUBÉ, Caroline. Psicologia e Gestão. Trad. Maria Helena. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2009.
Por Francisco Caloia

A EDUCAÇÃO E A CRISE ECONÓMICA MUNDIAL

‘‘ O equilíbrio e a coesão das sociedades contemporâneas passam pelo acesso de todas ao conhecimento, pela elevação do nível geral de qualificação e por esforço resoluto a favor da escola’’ (Xavier Darcos, 2008). 1
A educação é a chave do desenvolvimento de qualquer país. Ela responde apresentando-se nas suas mais diversas vertentes com o intuito de desnaturalizar o Homem natural, na busca de conhecimentos que o permitam viver e responder as exigências de cada época.
Esta necessidade cosmológica no pensamento educacional patenteia não só as diferentes acepções da educação nos tempos ocorridos, como também nos que ocorrem.
Assim, vamos trilhar por aquilo que constitui a educação mundial. O artigo reporta algumas teorias educacionais, no intuito de promover um conjunto de ideias que convergem na percepção da educação mundial, quer de épocas mais distantes, quer da época actual, possibilitando a criação de um quadro universal, onde cada país ou sociedade se possa identificar. Apresenta outrossim, uma maneira de ver como subsídio a crise que assola o mundo e obviamente Angola.
EDUCAÇÃO MUNDIAL
Percebemos que a compreensão da educação mundial passa pela compreensão da dimensão da educação em épocas diferentes. Das mais longínquas aos nossos dias. Por outro lado, a tarefa de falar sobre educação mundial, advém da responsabilidade de cada entidade (singular e/ou colectiva), de cada país, de cada região, cada continente, enfim, tendo em linha de consideração o que se busca como interesse das sociedades.
Por exemplo, a educação no oriente, no ocidente na antiguidade reflectia dimensões diferentes. Enquanto no oriente era mais importante conservar e reproduzir situações do passado renunciando a individualidade, no ocidente a atenção estava virada mais no desenvolvimento do indivíduo o que opunha a característica oriental; já o ideal da educação romana assentava-se na concepção de direitos e deveres, numa mentalidade prática. A África de forma geral também apresenta a sua forma de estar quando o problema tem a ver com educação.
Pelo que se pode depreender, a prática educacional praticada nas regiões acima referenciadas, coloca-nos a um revés relativamente ao que pode ser considerado educação mundial. Daí que se impõem algumas interrogações. É possível falar-se em educação mundial quando cada sociedade busca perspectivas diferentes? O que será mesmo uma educação mundial? Qual seria o seu protótipo? Estas e tantas outras questões podem suscitar debates acalorados.
Parece-nos evidente e interessante a forma como é vista a educação por vários pesquisadores, pois, a educação não se apresenta como um conceito fechado, isto fora da sua significância etimológica, mas com uma abrangência multidimensional, socorrendo-se do desdobramento que a própria pedagogia apresenta, no campo psicológico, sociológico, político, histórico, económico, biológico, administrativo, etc; a educação não se restringe numa mera prática. Cabana (2002) sugere-nos ver a educação como ‘‘a actuação do educador relativamente ao seu educando, a qualidade de uma pessoa que foi educada, o sistema escolar de um país, o comportamento segundo as normas de urbanidade, o nível de instrução de uma população…’’.
‘‘ a educação é uma acção reguladora e estimuladora do processo de desenvolvimento humano da personalidade’’ (Cabana, 2002).
“A educação é a acção exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que se encontrem ainda preparadas para a vida social; tem por objecto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política, no seu conjunto, e pelo seu meio especial a que a criança particularmente se destine (Durkheim, 1967).
Podem não ser suficientes as colocações sobre o que pode ser a educação. Todavia, esta educação pode de algum modo permitir-nos uma reflexão face a crise mundial? O que tem haver a educação com a crise?
A EDUCAÇÃO E A CRISE MUNDIAL
Começamos com uma citação para relançarmos este ponto:
O sistema financeiro global está a desmoronar-se rapidamente. Isto acontece no meio de uma multiplicidade de crises, da alimentação, do clima e da energia, enfraquecendo severamente o poder dos EUA e da UE e das instituições mundiais que eles dominam, especialmente o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio. Não é só a legitimidade do paradigma neo-liberal que está em causa, mas o próprio futuro do capitalismo (in Carlos Calado).
Neste marasmo todo, a primeira preocupação é saber como a educação pode responder a actual da crise mundial? Pode a educação oferecer algumas respostas?
Sim. Partindo do princípio de que cada realidade é um fenómeno educacional, e logicamente a crise mundial também deixa de ser um fenómeno educacional.
A pedagogia e citando Cabana, ‘‘é a resposta a uma necessidade de que as pessoas saibam dirigir as suas vidas de acordo com o exigido por determinados valores’’. É imprescindível que a partir das estruturas governamentais às estruturas governadas, (estruturas governadas, refiro-me a todos os estratos sociais, para que cada um ao seu nível compreenda o que se está a passar e que possa tomar uma postura), compreendam e saibam dar uma contribuição na sua medida.
Ora, o impacto da crise económica mundial, certamente não atingiu a todos os países da mesma forma. Alguns consentem mais e outros obviamente, consentem menos. Pois, como afirma Alves da Rocha, ‘‘ o principal efeito da crise económica internacional revela-se na drástica redução das taxas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país’’. 2
É de realçar que até certa medida, não há consenso pelos economistas e não só, quanto as soluções da saída da crise e sobretudo o tempo que ela vai durar, mas é certo que a presente crise há-de trazer lições a apreender que permitirão rever muitas políticas económicas e financeiras, que aparentavam ser infalíveis ou inatingíveis. Portanto, do jeito em que os países entraram para crise não será do mesmo jeito da sua saída, e é claro que transformações vão surgir. Daí que:Esta conjuntura de crise profunda está a levar-nos para um terreno inexplorado - as consequências da crise financeira serão graves. As populações estão a ser atiradas para um profundo sentimento de insegurança; a miséria e o sofrimento vão aumentar, especialmente entre os mais desfavorecidos (in Carlos Calado).
Ainda este ano a capital do Reino Unido (Londres) foi palco da cimeira do G203com os olhos fitos na solução da crise. Muitas linhas foram traçadas para a resposta da mesma embora, não tenha produzido resoluções concretas e unânimes à saída da crise. Não obstante a isto, retomamos uma das passagens proferidas por Jim O’Neil 4 ‘‘… a crise poderá acelerar as mudanças na economia global que garantirão ao Brasil, Rússia, Índia e China um lugar de destaque que hoje têm Alemanha, França, Reino Unido’’. Esta passagem não só reflecte o que acima nos referimos sobre o impacto diferenciado da crise nos países, mas também, a necessidade de contar com os países considerados emergentes. Por outro lado, a necessidade prognóstica da eficiência das políticas face ao evoluir dos tempos não descurando as contribuições dos países, mediante os seus valores.
E no nosso caso particular, Angola segundo o economista angolano Alves da Rocha: Angola ressentir-se-á da crise económica e financeira mundial, ficando em stand by as medidas e os projectos mais estruturantes para a construção duma competitividade mais forte para a melhoria sustentável do nível de vida das pessoas. (… ) Angola é a economia que menos resistência apresenta à crise internacional. Ainda que em 2009 se contabilize uma melhoria de prejuízos, a diminuição das exportações é sempre mais significativa do que as poupanças nas importações.
É importante não deixar de ressaltar que a economia angolana vive dependente em grande escala das receitas arrecadadas do petróleo e do diamante, esquecendo-se a exploração activa de outros recursos que o país oferece (pelo menos é o nos é dado a ver) que poderiam contribuir para a subsistência digna das populações devolvendo deste modo o bem-estar de que justamente reclamam.
Com alguma ousadia, podemos dizer que a crise em Angola apanhou de surpresa o poder governativo mesmo com os «olhos abertos», mas também, não se justificaria a repercussão directa da mesma ao cidadão comum. Se repararem bem, antes mesmo do surgimento da crise mundial, Angola já estava mergulhada em crise, e já faz tempo. O exemplo ocular é o “pão de cada dia” a crise social (constantes problemas de energia eléctrica, distribuição deficitária da água potável, má remuneração e atrasos constantes dos salários dos funcionários públicos...), assiste-se no entanto, uma tendência em empurrar o cidadão para o abismo do subdesenvolvimento. Reparemos o seguinte e pensamos com a devida lógica, os angolanos não passam dos dezassete milhões de habitantes e na altura em que o petróleo estava em alta supõe-se que tenham sido criados fundos de reserva oriundos da venda do petróleo e dos diamantes, cujos valores não estão ao nosso alcance. Outro aspecto prende-se ao facto de haver um sentimento de exclusão da massa pensante naquilo que são os problemas cadentes do país o que subentende a ausência de uma cultura democrática participativa; A precária fluidez na informação sobre os gastos públicos (provenientes da arrecadação do petróleo, do diamante, dos impostos…); Este cenário, desolador convida a coibir-se do exercício democrático abrindo porta uma aristocracia. Entretanto, discursos ruidosos aos ouvidos dos intelectuais levam a crer que se está a construir e reconstruir o país. Sim, disso ninguém tem dúvidas, mas a construção e reconstrução do país infelizmente está a começar do tecto para base quando devia ser o contrário.
Bem, de que forma a educação pode contribuir para a saída da crise? No cômputo geral, podemos inferir que uma das saídas da crise mundial pode ser o exercício da pedagogia de grupo. Do ponto de vista restrito a prática da pedagogia de grupo compreende-se sem rodeios e é perfeitamente realizável, a prática docente mostra isso, não apenas na sala de aulas, mas também fora dela, embora admitamos que no exercício pedagógico seja muito mais viável atendendo a prática pedagógica. De modo geral, esta prática, apresenta mais convergências que divergências. Tal como se procede numa atmosfera diminuta, na dimensão mundial a conquista de soluções por uma pedagogia de grupo pelos países, também é exequível. Esta pedagogia de grupo pode muito bem começar com a união de sinergias a nível de países de diferentes regiões geográficas, históricas.
Por exemplo, em África, existe a subdivisão de países por regiões. Países da região norte, do centro e do sul de onde Angola está localizada a chamada a região da SADEC5, e ainda outros vínculos por questões sobretudo linguísticos, como os PALOP6 e a CPLP7. Paremos por um instante para exemplificar o exercício da pedagogia de grupo a nível região sul, tendo como referencia Angola e o Zimbabwe. O primeiro tem grandes possibilidades de fomentar a prática agrícola, como fonte de receita e subsistência da população, e o Zimbabwe a nível do continente já foi produtor de muita fruta (laranja) a nível do continente. Desta feita possui uma experiencia técnica e operacional nesta área a partilhar com os países do continente e não só. Esta maneira de pensar como subsídio à saída da crise, pode evidentemente suscitar questões e até pertinentes, sobre as políticas que cada país defende. E a surgir, são perfeitamente normais. Citando o presidente norte-americano Barack Obama8, ‘‘ … os líderes mundiais precisam transmitir uma forte mensagem de união’’. É essa união que se precisa transmitir no seio dos grupos regionais, continentais…
Agindo unidos na diversidade com medidas consentâneas e unânimes que se apliquem para o bem da populações em defesa dos interesses mútuos e globais. E a guisa de fecho, apresentamos as considerações que se seguem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A preocupação de uma educação mundial, pode ser entendida no sentido do respeito aos ideais dos países, na busca de valores que permitam o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento das sociedades.
Não obstante a abertura que os países, as sociedades apresentam actualmente, é fundamental que as pessoas não percam o vínculo com as suas culturas sob pena de serem corroídos por outras culturas, correndo assim o risco da perda das suas identidades e passarem a ser “humanos objectos”.
Reiteramos que, a educação mundial deve favorecer uma educação holística do Homem.
A educação sempre será um fenómeno social, daí que não se dissocia das preocupações, dos problemas que atacam os países, as sociedades em todas as circunstâncias. É muito importante cada cidadão activo na sociedade tomar constantemente uma postura indagadora do seu meio, do seu emprego, das condições que o país lhe submete, da sua prestação, em fim…
A presente crise mundial merece um olhar da educação, não apenas na sua acepção traduzida em pedagogia económica, mas em educação como preocupação permanente na absorção de conhecimento. A pedagogia de grupo pode afigurar-se como uma resposta a crise, conforme fomos evidenciando no decurso deste trabalho.
REFERÊNCIAS BBIBLIOGRÁFICAS
 - BALBINOT, Rodinei. Acção pedagógica: entre verticalismo pedagógico e praxis dialógica. 1ª ed. São Paulo: Paulinas 2006
 - CABANAS, José Quintana. Teoria de la educación. Concepción antinómica de la educación (1995). Trad. Por Joana Pinto. 1ªed. Porto, Asa, 2002
 - DEMO, Pedro. Desafios modernos da Educação.14ªed. Rio de Janeiro: Vozes, 2007
 - GADOTTI, Moacir. Histórias das Ideias Pedagógicas. 8ªed. São Paulo: Ática, 2006
 - GHIRALDELLI, Paulo. Filosofia da Educação. 1ªed. São Paulo, Ática, 2006
 - TEXEIRA, Evitalazio. A educação do homem segundo Platão. 4ªed. São Paulo: Paulus, 2006
 - LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e Pedagogos para quê? 10ªed. São Paulo: Cortez, 2008
 - OLIVEIRA, De Barros. Filosofia, Psicanálise, Educação. Livraria Almeida: Coimbra, 1997
 - PILETTI, Claudino e PILETTI, Nelson. Filosofia e História da Educação. 5ªed. São Paulo: Ática, 2007
 - http://www.opossum.ca/guitef/archives/003929.html. acessado aos 17 de Março-2009
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1. Extracto do discurso de Xavier Darcos, à conferência mundial da UNESCO sobre educação realizada aos, 25 de Novembro 2008.
Espreitando alguns dizeres de Platão, percebe-se que este, compreende que a base da educação devia estar alicerçar nas ideias e na verdade universais. E que ideias universais são estas? Citando Piletti e Piletti (2007) ‘‘esta educação consiste na actividade que cada homem deve desenvolver para conquistar as ideias e viver de acordo com elas. O conhecimento não vem de fora para o homem; o conhecimento é o esforço da alma para apoderar-se da verdade’’.
2. Extracto da comunicação (extraído do jornal angolano «Novo Jornal, 3, Abril 2009, pg2), proferida na conferência internacional da Universidade Lusiadas de Angola, sobre a crise financeira económica mundial, subordinada ao tema: «Globalização e a crise internacional: Implicações regionais; Cenário de crescimento da economia angolana em 2009». Proferida por Alves da Rocha, economista, professor associado da Universidade Católica de Angola.
3. G20: grupo dos vinte países do mundo mais industrializado, inclusive países emergentes. O G20 foi criado em 1999 em resposta às crises na Russa e Asiática.
4. Jim O’ Neil é economista chefe do banco de investimentos Goldman Sachs – Londres.
Angola, mesmo tendo outras fontes de recursos que poderiam alimentar a sua economia e dando mais qualidade a vida da população, assim como, escusando o país de menos importações e diversificar as exportações, a realidade é triste. Em grande medida, Angola pode ‘‘afugentar’’ a dimensão desastrosa da crise, principalmente a crise social. Infelizmente não há evidencias.
5. SADEC: Comunidade de Desenvolvimento da África Austral
6. PALOP: Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa
7. CPLP: Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
8. Em entrevista prestada numa das edições do jornal americano Financial Times, no mês de Abril, 2009

Por Francisco CALOIA ALFREDO